Jornal EXTRA. Sexta-feira, 27 de outubro de 2000. Teresópolis respira aliviada

| Matéria Comentada | Transcritos: 1 - 2 - 3 - 4 |

Três jovens que estavam sumidos são encontrados no litoral de São Paulo Paulo Carvalho Os três adolescentes de Teresópolis, que estavam desaparecidos a dez dias, e que chegaram a ser dados como mortos pelas famílias e até pela polícia, foram encontrados ontem por policiais da 110A DP (Teresópolis), na Ilha Porchat, no bairro São Vicente, em Santos, no litoral de São Paulo. R., de 16 anos, L., 17, E., também de 16, estavam vivendo como mendigos num casarão abandonado, mas, mesmo assim, não tinham a menor intensão de voltar para casa.
Os jovens contaram para a polícia que fugiram da casa dos pais porque não agüentavam mais a vida monótona que viviam em Teresópolis e queriam respirar novos ares e se possível numa região praiana. Para viver essa aventura, os três amigos escolheram uma casa abandonada, sem água, luz e até passaram fome. — Nossa intenção era arrumar emprego e ficarmos na ilha — resumiu E., a líder do trio de fujões. A polícia deu o caso por encerrado e considerou a atitude dos três amigos como uma aventura de adolescente. — Não há mais nada o que investigar. Foi uma coisa de jovem — disse o detetive Alex Martins, chefe do Setor de Investigações da 110A DP (Teresópolis).
Mas quem não gostou nem um pouco da estranha aventura foram os pais dos adolescentes. Na delegacia, eles acusaram E. de induzir os demais ao erro. — Essa moça seqüestrou minha filha — acusou, irada, Leni Azevedo Domingues, mãe de L. Os três aventureiros afirmaram, ainda, que não conhecem as também estudantes Fernanda Venâncio, de 17, e Iara da Silva, de 14, que foram encontradas mortas, no início do mês, na cidade. O detetive Alex Martins garantiu que as mortes das meninas não tem ligação com a aventura vivida pelos outros três adolescentes.

| Matéria Comentada | Transcritos: 1 - 2 - 3 - 4 |